quinta-feira, 8 de abril de 2010

Flagrantes - Parte II


Luizinho muito bem acompanhado: Pri, Denise, Edra e Carina Paccola.


Loyollinha crava os dentes no cangote do pai, enquanto a mãe e o restante da caravana de Guaíra posam para a foto.



Tadeu Far Wau no atabaque, Marcelo no não-sei-o-que, Luizinho no vocal, Ruizinho na flauta e Marco no violão: Clube da Esquina Revival.



Ariel Palacios finge ignorar algo de que Luizinho, Vânia e eu rimos.




Alexandre Horner, Denise Gentil, Ariel, Helion (marido da Cláudia) e a própria; ao fundo, à esquerda, Marcos Losnak.

Flagrantes - parte III


Aurélio Albano e Marco Beato observam colóquio flácido para acalentar bovinos de Carlos Loyolla pra cima de Ariel Palacios.


Vânia Novelli reencontra Silvia Helena Duarte Lopes; no fundo, Apolo Theodoro racha o bicho, vai lá saber de quê.

Priscila pele de bebê, Silvana Leão (que aniversariou na festa), Denise Gentil e Edra Moraes: versão século 21 de As Frenéticas.


Ruizinho e Aurélio, ao centro, com as flautas, comandam o Clube da Esquina Revival.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A discotecagem que não rolou

Levei uma dúzia de vinis, com os quais eu discotecaria uma hora e meia, como havia sido combinado, só que a organização da festa, avisada com um século e meio de antecedência, se esqueceu de preparar pelo menos uma picape. Mas como tem gente curiosa sobre o que eu iria tocar, vai aqui um setlist preparado, mas não executado. Típico "a volta dos que não foram". Pela ordem:

1. IGREJA, Titãs (só pra sentir a pegada).
2. PRO DIA NASCER FELIZ, Barão (pra embalar).
3. SOU BOY, Magazine (zoação total; se estamos falando de vinil, uma homenagem ao Kid).
4. EU QUERIA TER UMA BOMBA, Barão (passa aí um flit paralisante qualquer).
5. PORTUGAL DE NAVIO, Mutantes (essa e mais duas de "Algo mais", melhor disco da música brasileira).
6. POSSO PERDER MINHA MULHER, MINHA MÃE, DESDE QUE EU TENHA ROCK AND ROLL, Mutantes.
7. PANIS ET CIRCENSES, Mutantes.
8. VALE TUDO, Tim Maia (festa sem Tim Paia não é festa, é formatura de catecismo).
9. SOSSEGO, Tim Maia (ao vivo, como a primeira).
10. LOVE HURTS, Nazareth (só pra quebrar o embalo)
11. STILL LOVING YOU, Scorpions (se rolasse clima; vai que...).
12. DEUSDETI, Língua de Trapo (pelo menos uma, né?).
13. LÍNGUA, Caetano (com Elza Soares)
14. VACA PROFANA, Gal (só pra lembrar a campanha pelo DCE-86).
15. MIM QUER TOCAR, Ultraje (pra reembalar a moçada).
16. ZORAIDE, Ultraje (quem lembra dessa? quem?).
17. BLACK DOG, Led Zeppelin (daqui pra frente, é pra quebrar tudo).
18. HIGHWAY STAR, Deep Purple (Made in Japan, ao vivo, com grande possibilidade de emendar CHILD IN TIME).

Se iriam gostar, bem; se não, amém. Pensei em meter um Tião Carreiro no meio, mas não achei armadura pra comprar no Viscardi.

...

Esse negócio de listar pessoas é uma bosta, a gente sempre esquece de alguém. Complementando o post anterior, registro as presenças luxuosas de Vera Barão, Nelson Satossauro, Sônia Weil, Yuri Duende e Pedrinho Livorati. Se compareceram na sexta ou no sábado, não faço a menor ideia. Mas que foram, foram. Viu, Brukão pipoqueiro?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Eu sei o que você fez em 1984 - a festa

Bem, vamos à festa propriamente dita. Ou o que dá para lembrar da "Eu sei o que você fez em 1984" três dias depois. Comecemos pela sexta-feira, dia em que bati em retirada depois da uma da manhã. Apolo Theodoro disse que foi só eu botar o pé pra fora que o Loyolla chegou com o Aurélio. Isso dirime aquela dúvida do post "Perdemos o Loyolla". No sábado, que era para ser o grande dia, quase tudo deu certo. E foi um grande dia. A organização deixou a desejar. Me pediram uma participação. Ofereci uma discotecagem de vinil. Propagandearam-na a rodo. Teve gente que foi por causa dela. E tenho agora que ouvir queixas dos colegas, porque a discotecagem não rolou. Lógico! Passava da meia-noite quando alguém me perguntou: "Você trouxe a picape?"
O certo era mandar o cara - a quem havia sido encomendadas duas picapes com dois meses de antecedência - à merda, mas, enfim, a noite era de festa, não de ressentimentos, então desencanei e curti a parada, até porque logo depois o palco foi invadido por Luisinho, Marco Beato, Aurelinho, Pedro Livorati, Tadeu Far Way e sua Angela. Clube da Esquina revival. A tchurma delirou. Curtimos de montão. Meu plano inicial era emendar a balada com o GP da Malásia, que começou às 5h. Cheguei em casa por volta das 4h, deixei a TV ligada na Globo, baixinho para não atrapalhar o vizinho, na vã esperança de despertar e ver a largada. Puá... Fui saber que o Massa havia tomado a liderança do campeonato depois do meio-dia.

...

Registrando presenças. Bem, éramos 40, na turma inicial. Podemos considerar aí uns 35, porque teve nego que desistiu de prima. Reinaldi, Carlos Massa, Mori... O Pek, que frequenta aquele pedaço ali da Mato Grosso, Kiberama, Vegetariano e adjacências, ninguém viu para dar um toque. Tem gente morando no exterior. Quem poderia ter vindo mesmo e não veio foram Rose Castro, que está em São Paulo; Dirceu Herrero, de Maringá, que não tinha se tocado de que era Semana Santa e tinha se comprometido com a família em Andradina; Denise Sacco, de Jaboticabal, que ignorou recados. Enfim... Deram as caras o Ariel Palacios, que veio de Buenos Aires; Loyolla, ressuscitado em Guaíra; Priscila e Vânia, de Palmital e Ibitinga, mas atualmente em São Paulo. Lusinho e Marco, também na Paulicéia. Silvia Helena Duarte Lopes, lá do ABC. Os "londrinenses" Aurélio, Carla, Cláudia, Rogério, Carina Paccola, Silvana Leão. Faltou a Graça Milanez, que está em Umuarama. Denise Gentil e Edra, claro, estavam. Caramba, estou com medo de ter esquecido alguém. Mas acho que não.

...

Vânia Novelli está igualzinha, igualzinha. Com o mesmo jeito, as mesmas idéias, o mesmo corpo. Priscila está acima do peso, mas com a pele de um bebê - impressionante! Ariel também pouco mudou. Estava de férias. Tinha acabado de chegar da China, onde foi com a mulher. Silvia apareceu com o filhão, Emanoel - é o Serginho Patão, irmão dela, escrito. Loyolla está coma barriga imensa. O filho dele com a loura Ana é um moleque hiperativo. O moleque é o cão. Não para um segundo. Bem, fiquemos nos "estrangeiros".

...

Também apareceram - afinal, a festa era também dos agregados e simpatizantes - Alexandre Horner, Marcos Losnak, Apolo Theodoro, Du Quatá. Pô, Marião Marins, quase ia esquecendo. Marião Banespa, como o chamávamos, veio de Prudente. É chefe de Redação da TV Fronteira. Tomou todas e mais algumas. Ficou na casa dum chegado, o Max, músicos dos bons. Também apareceram a Drai, o Ruizinho flautista, hoje um oftalmo de respeito. Bem, quando saí, trançando as pernas, ainda havia muita gente lá. Não pude ir ao Dá Licença rural, no almoço de domingo, para saber como a coisa terminou. Mas notícia ruim corre rápido e, como não fiquei sabendo de nenhuma, acho que salvaram-se todos. Foi du caralho. Experimentamos, aquela dúzia e meia, uma irmandade que não sabia que tínhamos. Isso é coisa pra vida toda. Brothers, no melhor sentido. Nenhuma rusga, nada. Só abraços, beijos, risadas, confraternização. Como diria aquele locutor carioca das escolas de samba, déish, nota déish.

...

Cadê as fotos, Carina de Deus?

Velharias

Bem, vamos falar da festa, então. Antes de mais nada, posto aqui, de uma vez só, o restante das fotos que eu pretendia postar em pílulas durante a semana, mas a correria de trabalho não deixou. Entonces, publico as fotos velhas à espera das novas, que a Carina clicou e está baixando a resolução para não pesar demais.


Nessa aí de cima estamos eu e Cris Agostinho no corredor do CECA, provavelmente perto do cafezinho do tio. Na parede, cartaz do "Abram os livros que o professor sumiu", acho que uma chapa que disputou o CA. O DCE acho que não era. Para o DCE nós articularmos a VACA (Vamos Conquistar Autonomia), que bateu a chapa da direita do CESA e venceu a eleição na última urna. Na época dessa foto aí eu nem imaginava em namorar, muito menos em casar, muito menos ainda em ter uma filha com a Cris. Resumindo: a Natália faz 14 anos agora em maio. A Cris era duma turma um ano, um ano e meio à frente da nossa. Andava com a turma odara: Texugo, Jogó, Jersey, Fredão, Riba, Sandrão et caterva. Não saía do Clube da Esquina. Começamos a namorar após uma luta do Tyson, que assistimos no Bar do Jota. Ficamos nove anos juntos. Quando saímos da república da Paraíba 322 para uma casa privativa, fomos morar na Rua Taubaté, no Jardim Vera Liz, a poucos metros da antiga Belon, na outra ponta da mesma rua onde nascia o Jornal de Londrina. 1989.


Isso aí é 1984, 1985. Estamos na parte térrea da república da Paraíba 322. Esse fiót caixara-de-fórfi era do Adilson, amigo de Guará, que fazia Odonto. Embaixo, a madeireira Paroschi. Morávamos no sobrado que estava imediatamente à nossa esquerda. Quatro quartos, um banheiro, uma sala e uma cozinha ignorante de grande. Estou aí com a camiseta do Macrô, nosso bloco carnavalesco em Guará, em homenagem à dieta que fez o Carlinhos, meu primo, perder umas cinco arrobas. Estou ladeado pelo Loyolla, de Guaíra, e por Helder Vilela, o Helvil, de Tamarana. Sim, Loyolla apareceu na festa. Helder viu os posts abaixo, se emocionou, mas não pode sair de Goioerê. Na foto, batida não sei por quem, Loyolla faz gracinhas, bem ao seu estilo; Helvil, idem. Isso aí é Paraíba quase Mossoró. Descendo a Mossoró 50 metros, ficava a linha férrea desativada, hoje Leste-Oeste. Seguindo a Paraíba 50 metros adiante, o Hotel Paraíba, o pulgueiro a que me referi no post sobre o níver do Osmaníaco. Na frente da república, a pensão da dona Ana, onde ganhei 30 quilos em um semestre e meio. À esquerda, o SESC da Fernando de Noronha e, um pouco mais à frente, na esquina com a Benjamin, a antiga HM, que ainda funcionava - hoje é um templo do Edir Macedo.


Nessa aí estou fazendo pose para uma foto de Josias Barrozo, a pedido da Carla Sehn, que já trabalhava no extinto Paraná Norte. Era a Redação do PN. Não sei se havia ido visitá-la ou tinha ido conversar com o Jogó que tinha me oferecido emprego. Carla era uma das mais jovens da turma de 1984/1. Entrou na faculdade aos 17 anos. Filha mais velha de Enio Sehn, naquele tempo dono de apenas um Dá Licença - o do Calçadão, aquele pequenininho, porém o mais tradicional. O segundo, o da João Cândido, ele abriria - ou reativaria - logo depois. Lembro que chamava a atenção um baita caldeirão de ferro pendurado na entrada. Hoje a Carla, o Wider (marido dela) e o Eninho cuidam de uma rede de restaurantes, incluindo um rural, onde a turma descansou, no domingo, da festança de sexta e sábado. Eu, trampando na assessoria da Expo, fiquei de fora.

Essa aí deveria ser proibida para menores de 40 anos. O jeitão de todos - em especial o meu, encostado na parede, o do Dirceu, olhando o infinito, e o do Loyolla, em posição suspeitíssima à mesa - fala mais do que mil palavras. Berenice lê jornal alheia às presepadas reinantes. Jacaroa, namorado do Loyolla Jacaré, está sentada na janela, quatro metros acima do calçada da Paraíba. Esse quarto era o meu. Ou estávamos numa festa ou, mais provável, numa tarde de sábado. Enfim, era tudo a mesma coisa.


Essa aí foi tirada em Ponta Grossa, onde participamos de um Congresso Estadual de Jornalismo em 1986, talvez 87. Foi na UEPG, de onde veio Preto, o Ranulfo, hoje editor de Cultura do JL. Estão na foto Cláudia Romariz, Vânia Novelli (que esteve na festa com o marido italiano Alfredo e a filha Janaína) e a Denise Sacco, que não veio nem respondeu aos inúmeros e-mails disparados pela turma toda. Denise era política pra caralho. No primeiro ano de faculdade, me carregou para Assis, onde haveria um Congresso de Sociologia com Florestan Fernandes e FHC (então com aquelas olheiras horríveis). Se a laje da faculdade e as salas de aula da Unesp falassem... Logo depois Denise me arrastou para São Paulo, onde o irmão mais velho dela detinha um cargo de relevância no PT paulista. Saímos os três uma noite, duros. Fomos comer uma pizza. Era uma pizzaria da moda. Talvez lembre o nome antes de terminar o texto. Era parecido com Boreluccio, mas essa é de Londrina. Como tínhamos dinheiro apenas para uma pizza, pedimos uma com borda recheada - uma novidade para nós, do sertão. Vocês precisavam ver a cara do garçom quando pedimos catchup e maionese. Todos nos olhavam. Aquilo era um acinte. Mas trouxeram. E nos refestelamos. Fomos a um encontro do PT. Todas aquelas figuras carimbadas do primeiro time estavam lá. O PT discutia, na época, se seguia pela via eleitoral ou descambava para a luta armada. Sério. Era uma época em que sonhávamos construir algo diferente no que se refere ao jeito convencional de fazer política. Desculpem, mas não deu. E eu não lembro o nome da pizzaria.

sábado, 3 de abril de 2010

Perdemos o Loyolla!

O que seria a grande atração da primeira noite - e da festança em geral - simplesmente não apareceu. Pelo menos até as duas da manhã, quando dei aquela famosa escapada à francesa e vazei do Cemitério, numa estratégia para conseguir trabalhar hoje e reservar alguma força para o fervo deste sábado na "Eu sei o que você fez em 1984". Já estávamos todos pra lá de Teerã e nada do Loyolla. A comitiva que ele trouxe de Guaíra - um bando de rapazes de 20 e poucos anos - foi, mas ele mesmo, necas. A turma da comitiva contou que estavam todos indo para a festa quando o Loyolla foi sequestrado pelo Pedrinho Livorati, que, pela longa amizade, ofereceu a ele e a alguns poucos privilegiados - incluindo Aurélio Albano e Tadeu Far Way - um jantar em casa. O resultado era previsível: encheram o caco por lá mesmo e nos deixaram a ver navios. Eu ainda acho que eles acabaram aparecendo por lá na alta madrugada, mas estou sem coragem de checar a informação com alguém nessa manhã chuvosa de sábado, quando qualquer vivente sem maiores responsas deve estar roncando debaixo de um edredon. Quando saí do Cemitério, Marcos Beato e Luisinho davam o show de sempre, com as meninas - Carina, Denise, Vânia, Priscila - babando no gargarejo, como em 1984. Marião Marins não demonstrava qualquer sinal de ausência de lucidez depois de horas entornando o que visse pela frente. Duzera apareceu com uma mina. Apolo Theodoro deu as caras, já no meio da madrugada. Marcos Losnak e Alexandre Horner marcaram presença. Chris Viana declamou poesias, seguida de Edra Moraes. Edu Batistella arregaçou numa performance com o violão, seguido por Max e Renato Alves. Foi só uma canja desse pessoal, que volta ao palco hoje pra valer. Vou levar os vinis, para uma discotecagem básica. Hoje o bicho pega. Meu plano inicial é mixar a balada com o GP da Malásia. Quero ver como estarei às 8h30, no trampo. Mas não vamos antecipar sofrimentos. Deixemos para o momento certo. Sofrimento deve ter passado o pessoal de Guaíra, que ficou grudado no celular monitorando a vida do Loyolla. "Ele tá vindo, tá vindo!" E nada do cara aparecer. Eu ficava, a cada cinco minutos, gritando para o pessoal, que caía na gargalhada: "Cadê o Loyolla?" Jacaré, se você não apareceu, deve ter sido bastante xingado. Não mais que o Pedrinho, que, ao oferecer o tal jantar, criou um evento paralelo e esvaziou o principal. Véio, tua oreia deve esta quente até agora. Nada que a distribuição homogênea de, digamos, 15 ou 20 fichas de cervejas não arrefeça a ira do pessoal. Combinado?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Osmaníaco, 50



A preparação para a festa "Eu sei o que você fez em 1984", que começa nesta sexta e vai até domingo no Cemitério de Automóveis, em Londrina, teve um aquecimento-monstro na quarta. Osmani Costa, ilustre cidadão de Campos Novos Paulista, aluno e agora professor da UEL, fez cinquentinha e convidou 50 amigos - lista que tive o mó orgulho de integrar. É um privilégio fazer parte dessa lista, assim como é um privilégio tirar uma foto ao lado de dois Osmanis - o original, à esquerda, fazendo positivo, e o cover, ao centro, com um copo de cerveja. Assim como é um privilégio dividir o espaço, sempre, com Zé Ganchão e Vivian, o primeiro casal da foto de cima, onde está também o casal Janice-Osmani. De todos, Janice é a única não-jornalista. Gancho, com quem trabalhei poucas semanas no extinto Paraná Norte, em 1987, e Osmani, a quem tive a honra de resgatar para a Folha de Londrina, como editor de Local, na década de 90, são mais que dois amigos. São, para mim, referência de profissionalismo e seriedade e, pra não usar o desgastado termo ética, de vergonha na cara. A festa do Osmaníaco foi no Estação, lugar chique que empreendedores montaram num antigo barracão de café na Rua Paraíba, onde morei nos meus primeiros seis anos de Londrina. A Paraíba, em 1984, terminava, na prática, na Mossoró. Da Mossoró até a desativada linha do trem, hoje Leste-Oeste, restavam uns poucos quarteirões tomados pelos barracões que então recebiam mais algodão do que café. Lá ficava o lendário Hotel Paraíba, onde pulularam, durante décadas, pulgas, baratas, putas e bêbados de todos os calibres. Nem nós, estudantes duros e destemidos, tínhamos coragem de frequentá-lo. Para lá ia boa parte dos sem-noção que pouco antes haviam passado pelo Nanico ou pelo Sereno, ou simplesmente tinham abraçado a primeira princesa das muitas que faziam ponto ao longo da Quintino e que cobravam deilão por 40 minutos de puro amor. De lá para cá, a Paraíba ganhou um edifício - onde morou Aurelinho Albano - e empreendimentos comerciais de primeira linha como o Estação e o Empório Guimarães, que deram outro aspecto àquele pedaço que era uma verdadeira boca-de-porco.