quinta-feira, 15 de julho de 2010

Esse polvo rende


Mais uma charge motivada por Paul, o polvo vidente da Alemanha. Essa, que chupei do Paçoca com Cebola, publicada originalmente na Gazeta capixaba, é ainda melhor que a de baixo, com o Felipão.

Seu frangueiro!

(O texto abaixo é minha estreia na seção "Boas Histórias", no site da Sercomtel. Será um texto por semana, dentro do espaço Planeta Sercomtel. Estou substituindo Apolo Theodoro. Que responsa, hein...)



O "frango" de Waldir Perez em Londrina

Muitos dos que assistiram ao recente torneio amistoso no Estádio do Café, entre Iraty, Atlético Paranaense, São Caetano e Corinthians, talvez não saibam que essa não foi a primeira Taça Cidade de Londrina. Já houve outra, em 1984, conquistada pelo Palmeiras. Para comemorar o cinqüentenário da cidade, houve vários eventos. Muitos vão se lembrar do famoso show do palco flutuante no Igapó. Alguns talvez se lembrem do show, no Moringão, com três mestres da sanfona, Sivuca, Dominguinhos e Osvaldinho. Eu, que chegara para cursar UEL justamente naquele ano, lembro de todos – mas, principalmente, do torneio entre Londrina, Café (então o segundo time profissional local), São Paulo e o Verdão de Parque Antártica.

A fórmula de disputa foi a mesma desse torneio recente: dois jogos na sexta-feira e, no domingo, a final, entre os vencedores dos primeiros confrontos. Naquela ocasião, o Londrina sapecou uma goleada no Café e, na decisão, perdeu de 1 a 0 para o Palmeiras, que eliminara o São Paulo.

Foi a primeira vez que fui ao Estádio do Café, hoje Jacy Scaff. Fui ver meu time, que estava exatamente no meio da fila de 16 anos sem títulos, que só viria acabar em 1993. E o jogo era contra o São Paulo de Waldir Perez, apontado como principal responsável pela “Tragédia de Sarriá” – aquela famosa derrota do Brasil para a Itália, na Copa de 1982, aquela dos três gols de Paulo Rossi que afundaram o futebol-arte do time de Telê.

Minha bronca com Waldir Perez vinha de 1977, quando ele catimbou os jogadores do Atlético Mineiro na decisão do Campeonato Brasileiro e os fez errar várias cobranças de pênalti. E o time de Chicão, que naquele jogo daria botinada até no papa, se ele passasse por perto, ganhou o título na base da retranca. Mas tive minha vingança.

O Palmeiras ganhou do São Paulo, em Londrina, com um gol olímpico do meia Jorginho. Ele cobrou o escanteio à meia altura, e a bola entrou entre o goleiro e a primeira trave. Mais uma falha clamorosa de Waldir Perez, que poderia ter pego a bola com facilidade. E também por não ter posicionado alguém de sua defesa no primeiro pau. Devo ter xingado o goleiro sãopaulino até cansar, mas da arquibancada não vale muito – o jogador não vai ouvir algo vindo lá de longe e, mesmo se ouvir, não vai dar bola.

Uma história que ouvi de um colega jornalista em junho agora, ou seja, 26 anos depois daquela partida, deixou minha vingança completa, pois esse colega jornalista – cujo nome, infelizmente, não posso revelar – fez naquele dia o que eu gostaria de ter feito.

Ele tinha apenas seis anos e, como eu, tinha ido pela primeira vez ao Estádio do Café. Sãopaulino roxo, o pai o levou, no dia seguinte, ao hotel onde as delegações estavam hospedadas. E, todo orgulhoso, ia apresentando ao filho os jogadores do seu time de coração, até que, frente a frente com Waldir Perez, o garoto, com a sinceridade inerente à toda criança, tascou, na lata, o desabafo entalado na minha e na garganta de milhões de brasileiros:

– Seu frangueiro!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O polvo




Tem gente que sabe mesmo fazer humor.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Torresmo, cerveja e futebol


Se eu tiver um piripaco nas próximas semanas, que minha família sinta-se à vontade para processar Poka Marques, que fritou quatro quilos – eu disse quatro quilos! – de torresmo para recepcionar o bando que foi à casa dele ontem ver a estréia do Brasil na Copa. Eu não conseguia parar de comer aquela delícia. Quando achei que já tinha passado do limite, peguei um pão e fiz um sanduíche de torresmo que acho que foi uma das coisas mais saborosas que já comi na vida. Comi tanto torresmo que nem experimentei o caldinho de feijão que todos elogiavam. Além dos pais (Rosa e Juca), da filha (Lia), da esposa (Silvia) e de uma amiga (Cláudia) do Poka, o anfitrião reuniu uma turma pequena porém significativa em termos de capacidade etílica e outras sem-vergonhices: Apolo Thedoro, Negão, Mario Fragoso, Pio. Também foram a esposa (Tati), a enteada (Clarinha) e o filho (Giovanni) do Marião. E, depois do jogo, apareceu o Marquinho, d’Os Beto. Derrubamos uma quantidade industrial de cerveja e assistimos à nervosa estréia brasileira. Logo após os hinos nacionais, disse à turma que gostaria que o Brasil vencesse por dois a um, de virada – com aquele coreano chorão abrindo o placar. Era para homenagear o coreano. Curto esses momentos francos de emoção. O cara realmente estava se sentindo nas nuvens lá na África, perfilado aos seus companheiros de time, sob o hino de seu país, a minutos de jogar uma Copa do Mundo, e contra a melhor seleção da história. Legal isso. Bem, o placar eu acertei. Mas, ao invés de abrir o marcador, a Coréia fez o gol de honra já no final, e não foi com o chorão. Saímos todos da casa do Poka de cara cheia e preocupados com a equipe de Dunga. Kaká não pode continuar. Está fora de forma, a anos-luz do grupo. E a questão nem me parece apenas ter paciência para ele adquirir ritmo durante a competição. O que, acho eu, ninguém ainda falou com clareza para os brasileiros é que Kaká, ao contrair a tal pubalgia, deixou de ser aquele cara. O atleta que tem esse troço simplesmente não é mais o mesmo. Os movimentos, a arrancada, a potência muscular e do chute, a flexibilidade – nada mais é o mesmo. Não podemos ficar esperando um jogador que não existe mais. Kaká é craque de bola, ainda é relativamente jovem, pode fazer coisas boas na seleção, mas a realidade é que ele não é mais o mesmo. Produzir aquelas arrancadas, imprimir aquelas assistências, acertar aqueles chutes de longe com os quais estávamos acostumados não vamos ver mais – pelo menos na quantidade e precisão de antes. Sugeriria ao Dunga que invertesse a situação: ao invés de substituí-lo sempre no segundo tempo, visto que ele próprio já disse que não suporta 90 minutos de jogo, que o deixe no banco, para então reforçar a equipe na segunda etapa. Com isso, a seleção ganharia um reforço de peso na parte decisiva das partidas e daria chance de outro jogador – Júlio Baptista é o reserva imediato – se entrosar com a equipe, quem sabe, assim, construindo uma formação mais coesa e, portanto, mais confiável, virtude essencial em um torneio tiro curto. Bestas de nós se acharmos que a coisa é fácil assim. Não se saca um jogador com tamanha carga de patrocínios do time assim não. A real é essa. O jogo de ontem deixou bem claro, também, quem é, de fato, “o cara” do Brasil nesse Mundial. Robinho. O cara chamou a responsa, recuou para a armação – função que é de Kaká – e resolveu para nós. Está aí uma alternativa a Kaká: recuar Robinho para o meio e escalar Nilmar ao lado de Luís Fabiano. Bastaria segurar Elano um pouco mais e, com isso, apoiado pela vigilância dos dois volantes, permitir o avanço dos laterais. Com os laterais apoiando e Robinho executando a função do segundo passe, é difícil alguém peitar o Brasil. Aliás, o passe dele para o segundo gol, de Elano, me lembrou aquele do Zico para o Júnior contra a Argentina, em 1982. Fenomenal! Vamos ver contra a Costa do Marfim.

domingo, 13 de junho de 2010

Baita aposta


O Parmera é phoda. A cartada que ele acabou de jogar é de altíssimo risco. Repatriar Felipão é absolutamente do caralho. É tudo que precisa um time, um clube, uma nação, que vive de sobressaltos. Vai do zero ao cem em menos de um segundo. O tempo de uma canetada. Não é fácil torcer para um time assim, mas, enfim, é do que gostamos. É isso que os inimigos não entendem: quando insinuam que está virando uma Portuguesa de Desportos, o Palmeiras traz de volta o técnico desejado por TODO MUNDO. Num momento em que, em campo, o time está mais perdido que barata tonta. Num momento em que a oposição quer comer o fígado da situação. Num momento em que precisa estartar um projeto de R$ 300 milhões - que a oposição quer ver na lata de lixo. Ou seja, ou o Palmeiras se afunda de vez ou renasce, arregaçando a boca do balão, como sempre. Na real, o centenário palmeirense começou hoje. A maneira como o time, o clube, a torcida vão estar em agosto de 2014 começou a ser desenhada hoje. Ou Felipão e seus R$ 700 mil mensais - bancados, certamente, por algum mecenas, como é típico dos que vivem de sobressaltos - dão certo e arrumam a casa, passam a ganhar jogos, conquistar títulos, garantir a Arena, ou, se houver um revés, ele será do tamanho do mundo. É muito tênue o fio que separa um Palmeiras enterrado em dívidas, em guerra civil, provavelmente numa divisão inferior, do Palmeiras imperativo, orgulhoso, dono de uma arena sediando o grupo da Itália na Copa de 2014. O futuro do Palmeiras teve um capítulo capital nesse domingo.


Durmamos, então, com essa declaração de Felipão, chupada do globo.com, ainda que seja uma declaração ao site oficial, essas coisas que palmeirense de verdade não gosta muito:


- É uma alegria enorme retornar para um clube que eu tenho raízes e onde conquistei não apenas títulos, mas o carinho e o respeito de dirigentes, funcionários e torcedores. Nunca escondi minha admiração pelo Palmeiras e estou emocionado por voltar. Sempre deixei muito claro que a prioridade era voltar para o Palmeiras, e a torcida pode ter certeza que vamos ser felizes novamente.


Alguém já disse que, unido, o Palmeiras não perde nem para ele. Felipão pode ser o amálgama de que o clube necessita. Felipão será o superbonder do Parmera. Se Deus quiser.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Estou pelando de medo do Atlético Goianiense

Na tarefa de secador-mor de todo torcedor verdadeiro, vos digo: dei de ombros para a "vitória" do São Paulo ontem, estou pelando de medo do Atlético-GO, estou pelando mais ainda de medo do Corinthians ganhar do Flamengo e, der o que der, vou me deleitar com o resultado de hoje à noite na Vila.

Como diria o esquartejador, vamos por partes.

1. Acho que o São Paulo não passa pelo Cruzeiro nas quartas-de-final, por isso nem liguei muito para a vitória dos bâmbis, nos pênaltis, diante do... Carai, com quem o São Paulo jogou ontem? Vi o resultado hoje cedinho, na net, já esqueci o nome do adversário, mas ia dizer que só fiquei ligeiramente escorneado com a declaração do Ceni, de que não seria justo com ele se o São Paulo perdesse depois de ele ter errado a primeira cobrança. Pô, o cara erra a cobrança e diz que, se o time perdesse, não seria justo com ele? Vai ser mala e arrogante assim no Jardim Leonor. Rogerinho, meu rei, é por isso que tu nunca vais chegar aos pés do Marcão. Teu destino é ser ídolo dos bâmbis - e só!

2. A única possibilidade de o Palmeiras sair de Goiânia hoje classificado é o fato de que meu time, muitas vezes, gosta mais de navegar em águas turbulentas do que em águas plácidas. Porque tudo o resto joga contra ele hoje. Fez um placar magérrimo no Palestra - o mesmo 1 a 0 que fizera contra o Patético Paranaense e que, no jogo da volta, o fez suar sangue e lágrimas diante de tanta incompetência em converter um golzinho nas tantas chances que teve. O Atlético Goianiense é muito melhor que o Paranaense. Tem um time redondinho - foi campeão estadual no último final de semana, estreia na Série A do Brasileiro no próximo final de semana. Joga em casa diante de um time absolutamente desequilibrado, física, tática e emocionalmente falando. Tem até goleiro-artilheiro. Vai jogar desafiado por uma grande equipe e mordido por ter sido garfado em São Paulo - só palmeirenses míopes dos zóio e da cachola podem achar que aquilo foi pênalti. E o tal Diego Souza me inventa uma contusão às vésperas do pega com os caras em Goiânia. Aquele Palestra, para variar, está um caldeirão.

3. Chega a dar pena dos corintianos. Tudo bem que o vácuo deles na Libertadores é a arma primeira dos rivais para caçoá-los, mas um novo fracasso hoje ganharia proporções de guerra civil. Se cinco anos atrás, diante do River, no Pacaembu, foi preciso que meia dúzia de policiais militares fossem abençoados por Deus para evitar uma tragédia sem precedentes, agora a tragédia está anunciada. Se o Curintia perder hoje, a única salvaguarda dos que estarão dentro do gramado é se o time perder de maneira heroica, reta, empolgante. Porque, se perder de maneira apática, como ocorreu no Maracanã, com o Gordo jogando nada, vixe, Santa Maria de Deus. Não quero nem ver o que vai acontecer no Pacaembu. Ademais, além da inegável força corintiana, o Flamengo, pelo menos em mim, não inspira a menor confiança. Tem bons jogadores, mas é uma equipe absolutamente sem coesão, repleta de vaidades feridas, de egos inflados. A única chance deles encararem o Corinthians de verdade é os moleques e menos conhecidos do time darem o sangue e empurrarem a equipe, porque não confio em Vagner Love, Bruno, Pet e mesmo Adriano. O Flamengo tem tradição de sempre contar com sua base na hora em que precisa. E vai precisar muito dela hoje. Se o Corinthians sair na frente, meus amigos, esqueçam. O Mengo sai com uma sacola nas costas.

4. Vou me deleitar com o que vier hoje na Vila porque, se o Santos encaçapar o Galo, vou me divertir com a cara de bunda do Luxa. E, se o Atlético-MG ganhar, e meu Parmera também, então terei um rival mais fraco pela frente numa eventual decisão - embora ache que quem vai para a final, na chave do Palmeiras, é o Vitória, que vem jogando muito bem e, particularmente para meu time, é um asa-negra daqueles.

sábado, 1 de maio de 2010

E lá se foi abril!

Abril foi cansativo, porém muito prazeroso. Trabalhei bastante, curti muito. Em meios à tarefas da Tangará, minha empresa em sociedade com Fábio Cavazotti, fiz dois frilas importantes. Do 1º ao 11º dia, integrei a assessoria de imprensa da Exposição de Londrina, uma das maiores do País. Por aqui, claro, dizem que é a maior da América Latina, à frente de Esteio (RS) e Uberaba (MG). Cascavel (PR) já garante que a deles é a maior. Ribeiro Preto (SP) tem a Agrishow, de longe a mais rentável, mas ainda sem a tradição de Esteio (com sua raça crioula), de Uberaba (com o gado leiteiro em excelência) e Londrina (com sua genética e seus quatrocentos e tantos mil visitantes). De 13 a 16, emendei com a FIQ, a Feira Internacional em Qualidade de Equipamentos, Matéria-Prima e Acessórios para a Indústria Moveleira, em Arapongas, onde fica o segundo maior polo moveleiro do Brasil. Aproveitei o feriado de quarta-feira, dia 21, enforquei a quinta e a sexta subsequentes e vazei para Guará. Visitei a Natália na ida e na volta. Na ida, passei em Echaporã e filei aquele café da Giovanna, dei um abraço no Bruka e vi que Pedro está cada dia mais peralta.





Na Expo-Londrina, trabalhei com uma equipe porreta. Sob a batuta de Benê Bianchi e Andrea Monclar, fiz matérias junto com Emília Miyazaki, Antônio Mariano Júnior, Telma Elorza, Mirela (que cuidava do blog) e Fernanda (sobrinha da Andrea, de Osvaldo Cruz). Fomos secretariados pela Lara, bela morena que Londrina roubou de Iturama (MG) e que o mundo da produção artística ameaçava roubar de Londrina. Em Arapongas, trampei com a "chefe" Cláudia Romariz, Antonieta Toledo (que veio de Assis-SP) e o fotógrafo Gabriel Teixeira, a quem pedi o clique acima. No meio da feira, topei com a Érica, sobrinha de um antigo enrosco meu em Arapongas. Quando não saía da casa da vó dela, a dona Ceiça, Érica estava para completar 18 anos. Hoje está casada, é mãe, mas está longe de perder o fulgor da juventude. Trabalhou no estande da Berneck, indústria de madeira sediada na região metropolitana de Curitiba.



Por conta do mês atarefado, acabei não conseguindo colaborar com Régis Querino na edição de maio da Revista Real, que o "Papagaio" empreendeu em Londres, onde está há um par de anos com a mulher, Adriana. A revista é dirigida aos leitores e anunciantes da colônia tupiniquim de lá, que é grande à beça. De cabeça, assim, sei que moram lá a Cláudia, jornalista que trabalhou comigo na Folha de Londrina, na década de 90, e hoje é dona de imóveis na capital inglesa; Vanusa Macarini, que também trabalhou lá e é filha de Walmor, o mais longevo - se não me engano - diretor de Redação da Folha; o Turquinho, que eu conheci no Diário de Maringá; a Luciana Franzolin, que fez uma pós em foto na UEL antes de se aventurar na terra da Rainha e hoje namora um jornalista cipriota, que tive o prazer de conhecer em Bauru... Aí, ó, esse lance de citar nomes é phoda porque fico com a sensação de ter esquecido alguém. Essas duas ilustrações são de textos meus. Foram feitas pelo Edvaldo Jacinto, fera da criação, que trabalha na Raf Propaganda, onde a revista do Régis é diagramada. Quem quiser dar uma sapeada, o endereço é www.revistareal.com.




E pra terminar abril bem, no último dia ainda fiz um frila pro Estadão, cobrindo a passagem de Marina Silva por Londrina. Engraçado, essas coisas. Foi o Estadão quem me tornou jornalista. Meu pai assinava lá em Guará. Eu lia sempre, devorava esportes, mandava alguns editorais, colecionava os suplementos rural e cultural. Daí tinha uns 15, 16 anos, quando houve uma manifestação no trevo da cidade, pedindo a duplicação da Anhanguera, que naquele ponto matava muita gente - tinha uma descida, vinda de Ituverava, em que os caminhoneiros mandavam ponto morto e dava-lhe banguela; em dias de chuva, era raro um que não terminava com as rodas pra cima. Mandei uma carta para a Redação do Estadão, sobre a manifestação. Postei a bichinha pouco antes das seis, com o Correio quase fechando. Saiu a carta, e eu achei que poderia ser jornalista. Olha aí o que virou. Quando estava no comecinho da carreira, o Widson Schwartz, que era o correspondente em Londrina, já meio de saco cheio das tarefas a ele atribuídas pela Agência Estado, me pagou um frila para eu ir a Bandeirantes, em 1989, numa quarta à noite, cobrir União x São Paulo, pela primeira rodada da recém-criada Copa do Brasil. Era para cobrir o jogo e passar algum texto por telefone, que o Jornal da Tarde esperaria. O União entrou na Copa do Brasil como vice-campeão paranaense - perdera o título no ano anterior para o Coritiba porque jogou as duas partidas da decisão na capital e também perderia o de 1992 para o Londrina porque jogou as três finais no Estádio do Café. O São Paulo ganhou de 1 a 0, gol de um zagueiro que, me informaram na época, estava estreando no time: Antônio Carlos, que depois viria a jogar com sucesso no meu Palmeiras e hoje é o técnico do Verdão.
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Por falar em futebol, o troço tá do avesso mesmo: o Corinthians terminando a primeira fase da Libertadores em primeiro lugar e o Palmeiras ganhando do Atlético Goianiense na Copa do Brasil com pênalti roubado aos 49 do 2º. Não, esse não é o futebol que eu conheço.