segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O poeta da rebeldia



Estou na 98ª das 240 páginas de “O poeta da rebeldia”. Espetacular o romance de José Antonio Pedriali sobre a vida do avô dele, Mário Romagnolli. Lembro que quando entrei na Folha de Londrina, em 1987, me deparava muito com pautas e menções aos pioneiros, as dificuldades impostas pelos tempos da colonização, a terra vermelha, mas eram sempre citações genéricas, repetitivas, quase um clichê. Ao ler o relato da chegada da família de Romagnolli (na foto, em primeiro plano, com Getúlio), em 1938, e os primeiros anos de adaptação a um lugar promissor, sim, mas inóspito por natureza, dadas as condições da época, daí passei a entender verdadeiramente o significado da palavra pioneirismo. A descrição feita por Pedriali do incêndio que consumiu a casa de Romagnolli e a luta dele para retirar os nove filhos e convencer a mulher – em estado catatônico – a afastar-se do fogaréu é espetacular. A narrativa ganha doses cavalares de emoção por conta da dúvida se o caçula Marinho, de três meses, havia ou não sido salvo. A narrativa leva o leitor a torcer com absoluto fervor por um final feliz. Não recordo de outro trecho de qualquer outra obra literária em que eu tenha sido levado a torcer tanto por um personagem. Fantástico, o livro de Pedriali. E não há indício nenhum de que vá arrefecer. Matá-lo-ei até o feriado, com certeza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário