domingo, 7 de março de 2010

Junqueira, o centenário


O Marcão falou de novo em parar com a bagaça e me lembrei dos bustos que, em breve, deverão lhe fazer companhia. Temos, claro, até por conceito, Ademir da Guia como o cara. Mas tinha certeza de que ele não era o mais velho. Pelo contrário. Dos três que enfeitam os Jardins Suspensos, acho que é o mais novo. Do Waldemar Fiúme eu desconfio que tenha sido colega de escalação, mas sabia que Junqueira é o mais antigo. Dei uma gulgada básica e abri o primeiro link que veio, da Wiki. Estava tudo lá. Jogou só no Palmeiras. De 1931 a 1945. Nos tempos que só existiam os estaduais, foi oito vezes campeão – todas como capitão. Zagueiro. Jogou 326 jogos. Perdeu 52. Ganhou 201. De 1931 a 1945! Isso significa que comandou a equipe em seu único tricampeonato: 32-33-34 ( tem time grande aí que não tem nenhum). Ganhou o primeiro Rio-São Paulo da história, em 33. Vestia a tarja nos 8 a 0 - a maior goleada do Derby - sobre o Corinthians. Não marcou um gol sequer. Comandou o Palmeiras nos últimos anos de amadorismo (até 32) e na primeira década do profissionalismo. Comandou o time do Palmeiras em toda a Segunda Guerra Mundial, quando quiseram tomar nosso estádio na mão grande. Ao lado de Oberdan, carregou a bandeira do Brasil na decisão de 42 contra o São Paulo, na semana em que morria o Palestra de São Paulo e nascia - já campeã - a Sociedade Esportiva Palmeiras. Jogou pela Seleção Brasileira. Estreou com a amarelinha na Copa Roca, na decisão, contra a Argentina, no Parque Antártica. Não consta que tenha sequer ouvido falar em meias e cuecas endinheiradas. Morreu em 1985, aos 75 anos. Teria completado 100 anos em fevereiro.




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