quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tenham mais respeito com o Hino Nacional


Considero simplesmente ridícula a determinação para que, em São Paulo, se toque o Hino Nacional nos eventos esportivos. Não conheço o real alcance da lei; sei que no Campeonato Paulista não tem lero-lero nem vem cá que eu também quero: toca-se o hino e pronto. Seja num Palmeiras x Corinthians, num Oeste de Itápolis x Barueri, seja num Botinudos Fuebol Clube x Sociedade Esportiva Ranca Toco, lá está o Hino Nacional, executado, muitas vezes, sem aparelhagem adequada, sem o devido preparo cívico e tecnológico. Daí acontecem absurdos como vimos nos últimos anos: execuções precárias e impaciência de torcedores e jogadores. Nas arquibancadas, a galera ignora o hino e entoa gritos de guerra. Imagine o hino rolando e uma torcida mandando a outra à merda, com aqueles refrões chulos. Vi também, mais de uma vez, jogadores desalinhando ao final da primeira parte do hino. Lembro de um jogo que começou com a segunda parte do hino ainda sendo executada. Longe de caretice, mas o hino tem de ser tratado com respeito. E isso inclui parcimônia. Acho que a lei deveria dispor o contrário: organizadores de determinado evento deveriam pedir autorização para tocar o Hino Nacional, para que um dos maiores símbolos da pátria não ficasse exposto ao ridículo. Tipo assim: toca-se na abertura e na decisão do campeonato e, talvez, em algum jogo histórico. De tudo isso, dos males, o menor: neste noite de quarta, em Ribeirão Preto, como já ocorrera antes, o hino que precedeu Monte Azul x Palmeiras, no Estádio Santa Cruz, foi executado em solo de viola caipira, por um tal de Sandro, músico de Iacanga, segundo informou a Band. Ótimo! Para combater a mesmice, pelo menos um toque personalizado, genuíno, autêntico, na cidade que polariza uma região que se orgulha de ser caipira.

4 comentários:

  1. aliás, seu time jogou com a bola no chão.milagrfe em se tratando do treinero do cês. engraçado... quando davam chuveirinho na área, mandaram o obina embora. agora q tocam a bola, dispensaram o Love que fez um golaço ontem em tabela com o Imperador (com a bola no chão). vai entender essa porcada...

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  2. Fischer, a coisa tem lances piores. Outro dia, no Pacaembu, tocaram o hino antes de os times entrarem em campo. Todo mundo lá na arquibancada, distraidão, esperando a hora do jogo, e entra o virundum, do nada. Sim, porque a lei, burra na essência, não obriga os atletas e testemunharem e execução. Concordo contigo em tudo. Não faz nenhum sentido obrigar a tocar o hino em todo evento, vira desrespeito. Mas me disseram que aí no Paraná tem que tocar o hino estdual também. É verdade? No Rio Grande do Sul é. Pobre de nós, torcedores!!!

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  3. Ô, Brukão, se vc entendesse a porcada não seria sãopaulino.

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  4. Mano Décio, não sei se o Paraná encampou a tal lei, posto que em Maringá não fui ver nenhum jogo do Paranaense - seria demais - e, em Londrina, agora que estou de volta, ainda não deu para ir ao estádio, porque o time está na Segundona. Mas apostaria que sim, porque tudo que a Federação Paulista faz a Paranaense copia. Lembra do tal supercampeonato, aquela besteira? Então...

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