
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Jornal de Londrina, 20 anos. Caramba...

quinta-feira, 30 de julho de 2009
Frango ou galinha, eis a questão

segunda-feira, 27 de julho de 2009
O Palmeiras de Prudente e o Palmeiras de Londrina
1. VOLTA A COBRANÇA DE PÊNALTI - Na partida contra o Cruzeiro, que viria a disputar a final da Copa contra o Inter, o Palmeiras precisava pelo menos do empate, resultado que o deixaria em boas condições para alcançar as quartas-de-final. O Palmeiras fazia sua melhor partida na primeira fase. E o lance capital do jogo foi um pênalti, bem assinalado pela arbitragem. O goleiro Bruno saiu jogando mal e acabou derrubando o atacante adversário na grande área. Só que o atacante do Cruzeiro bateu para fora, à la Baggio diante de Taffarel: enquanto o goleiro caiu para o canto esquerdo, ele isolou a bola por cima do lado esquerdo do travessão. Só que o juizão mandou voltar a cobrança, alegando invasão de área. Igualzinho ao que aconteceu com o pênalti cobrado por Obina em Felipe. Diferentes foram os desfechos: o Verdão sub-15 sofreu o gol na segunda cobrança e deu adeus à competição; o Verdão-Verdão fez o segundo gol e selou a vitória sobre o Corinthians do Gordo.

2. UM RUIVO, OUTRO SARARÁ - O lance decisivo de ontem em Prudente foi o tranco que o volante Souza, aquele de cabelos vermelhos, deu no Gordo, derrubando-o e machucando-o. Depois da saída de Ronaldo, o Corinthians foi presa fácil para o Palmeiras. Acontece que esse Souza de cabelos vermelhos é jovem, subiu recentemente da equipe B, e joga na mesma posição de Alan, o camisa 8 do sub-15 que, em Londrina, foi eleito para a seleção da Copa Brasil. E o Alan sub-15 tem o cabelo amarelo - o garoto é sarará que nem o Ademir da Guia. Ambos são magros, esguios, jogam na mesma posição, tem estilos semelhantes de jogo: uma boa pegada e razoável distribuição de bola. Um foi decisivo para o Palmeiras diante de seu maior rival; outro entrou na seleção da principal competição de sua categoria no País.

domingo, 26 de julho de 2009
1984, o ano em que fizemos contato

sexta-feira, 24 de julho de 2009
Desta vez, vou ver pela TV

Corinthians x Palmeiras, em Presidente Prudente. Desta vez, vou ver pela TV. Aquela do início do ano, pelo Paulistão, quando o Gordo empatou o jogo e derrubou o alambrado, eu vi ao vivo. Fui de Maringá, onde morava. Amigos corintianos pipocaram e o único que encontrei para pegar carona e rachar despesas foi um estudante de Direito do Cesumar cuja família mudou-se de São Paulo para Maringá há alguns anos. O fato é que esse cara é da Mancha, da Mancha mesmo, de São Paulo. Aquele tipinho: um metro e setenta, setenta quilos, corpo definido, lutador de jiu-jitsu, camiseta cavada, cabelo raspado, ares de senhor de si. Fomos na Montana dele, que é a álcool e, por isso, ficava mais barato. O cara não bebe uma gota, não fuma um trago, é todo certinho, mas pisa fundo o moleque. Chegando lá, nos dividimos: ele foi procurar a turma dele - literalmente - que veio de Sampa e eu fiquei esperando a minha amiga de Prudente com os ingressos, num calor de rachar mamona. Nesse interim, fui entrevistado duas vezes: por um pessoal que eu julgava ser de alguma emissora local, mas que na verdade era do programa de Flávio Prado, e pela turma do CQC. Quando vi a turma descendo o barranco do Farahzão, foi aquele auê: as pessoas reconheciam o Andreoli e por onde ele andava era aquela zona. Quando se aproximaram, flagrei o produtor olhando pra mim. Eu estava com camiseta do Palmeiras, lençol do Palmeiras amarrado na cabeça, óculos escuros... Enfim, um príncipe do mau gosto. O cara deve ter gostado do vizú. O fato é que ele direcionou o Andreoli e o cinégra, pegou um corintiano pelo braço no caminho, arrastou-o perto de mim, pôs o repórter no meio e aí rolou uma entrevista daquelas que eles fazem, cheia de pegadinhas, mas que deve ter ficando muito sem graça, porque dançamos na edição. Mas um amigo do meu pai disse a ele na segunda de manhã que me viu na TV. Foi no programa do Flávio Prado, a tal outra entrevista. Fomos para o jogo. Fiquei em pé atrás da terceira fila dos que ficaram em pé. Lamentei até o fundo da alma ter pago o ingresso mais caro de arquibancada, porque todos ficaram na mesma merda: sentados tal qual sardinha no cimento abrasivo do estádio ou de pé esticando o pescoço para ver se via alguma coisa lá embaixo, no gramado. Fizemos 1 a 0 com o Keirrison dando uma puxeta numa bola perdida, o Diego Souza limpando a defesa dos caras e socando pra dentro. Mais da metade do estádio endoidou. Sim, nós, palmeirenses, éramos maioria. Dos que saíram de Maringá, digo com certeza, pelo que vi na estrada, éramos 90%. Enfim, depois desse gol perdemos pelo menos duas chances claras de matar a parada, já com o Gordo em campo, o tempo passando e eu lá em cima, pensando, carai, essa já papamos, quando pintou aquele escanteio fatídico. Pensava em voz alta: "Vai Bruno, vai que é sua, é só aliviar essa e correr pro abraço", e a bola veio, 47 do segundo, e o Bruno, reserva do Marcão goleiro, não foi, porque o Marcão zagueiro estava, supostamente, na jogada, estava bosta nenhuma, o Gordo subiu nas costas dele e cabeceou pra dentro. Caralho, nunca vi e acho que nunca vou ver uma torcida comemorando tanto um empate. Fica a certeza de que ele até poderia fazer sucesso, como está fazendo, mas sem aquele gol as coisas para o Gordo seriam muito mais complicadas. Agora estou em Londrina, assessorando a Copa Brasil de Futebol Sub-15, e não vai dar pra ir a Prudente, trabalharemos no domingo. Mas o corintiano Ricardinho, que, aliás, foi a Prudente também daquela vez, acaba de receber telefonema do corintianíssimo Poka aqui na Sala de Imprensa do Cedro Hotel com o convite para verem o jogo deste domingo pela TV, na casa do Poka, em meio ao churrasco de sempre. Ricardo disse que eu estava na área, Poka estendeu o convite na hora - claro que ele não perderia a chance. "Manda esse sparring ir também", disse ele ao Ricardo. Apenas lembrei ao amigo, quando Ricardo me passou a ligação, que a última vez que me trataram dessa forma a coisa não terminou bem para os lados do Parque São Jorge. Foi em 1999, quando o Corinthians, mordido pela perda da Libertadores, pegaria o Parmera pelo Brasileirão. O time, como sempre naquela época, diga-se de passagem, estava voando, com Marcelinho, Ricardinho, Vampa, Edilson, Luizão, e era a chance, a certeza, de socar o Porco até o fígado. O clássico caiu no domingo de aniversário da filha de outro gambá lendário da minha lista de amigos, o Marião Fragoso, que chamou um pessoal de São Jerônimo de La Sierra para preparar um carneiro recheado, um bando de corintianos para curtir o jogo e um palmeirense - eu - para sparring. E um sãopaulino, Bruka Lopes, para testemunha. Além dos já citados, estavam lá ApoloTheodoro, Marquinho Feio, o pessoal dos Vicentini, que mora ali no Santa Mônica. Para resumir a história, digo que com 20 minutos de jogo estava 3 a 0 para o Palmeiras, foi um balde d'água fria na qual nem eu acreditava, os caras ficaram que nem barata tonta, todo mundo sem graça, inclusive eu e o Bruka, que não podíamos gozar os anfitriões, que estavam todos com cara de tacho, mais que o Muricy exibindo a bandeira palmeirense na apresentação dele no Palestra, e eu sinceramente apostava que eles, corintianos, jamais repetiriam a dose comigo, o convite para eu ser sparring num clássico desses. Mas confiar no bom senso corintiano definitivamente não dá. Corintiano é um ser que nasceu com o sitocômetro avariado. Ou sem o dispositivo. Enfim, em nome do Palestra, vamos a mais esse sacrifício.
terça-feira, 21 de julho de 2009
A molecada em campo

A Copa Brasil de Futebol Sub-15, para a qual estou fazendo assessoria de imprensa, encerra a primeira fase nesta quarta. Na quinta, folga. Na sexta, quartas-de-final. No sábado, semi. No domingo, decisão. Se pudesse, iria de novo a Prudente ver Corinthians x Palmeiras. Fui lá no primeiro semestre, ver o Gordo derrubar o alambrado. Gostaria muito de ver esse novo jogo. Mas não dá. Estarei trabalhando.
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A Copa Sub-15 está sendo realizada em Londrina e três cidades da região: Tamarana, Rolândia e Bela Vista do Paraíso. Cada uma sedia um grupo. Vi as duas primeiras rodadas em Londrina e Tamarana, e a terceira em Bela Vista (quem quiser conferir os participantes, os resultados, textos dos jogos, fotos etc, pode acessar www.copabrasilsub15.com.br). Vão algumas observações.
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Pode ser que exista alguma exceção, mas, pelo que eu vi até agora, todo mundo – atletas, dirigentes, comissão técnica – fala carioquês. Todo mundo! Seja carioca, paulista, mineiro, nordestino... Parece ser proibido, vergonhoso, vexatório, falar com o sotaque da terra. O carioquês é o sotaque oficial do mundo do futebol. Teria mais a ver com influência futebolística do Rio ou com malandragem?
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Outra mania, essa da garotada: chamar, além do treinador, também o árbitro de professor. É professor pra cá, professor pra lá. No caso dos não-cariocas, professô, eliminando o erre, para não confessar o sotaque caipira. Sai um “o” seco no final, engolindo o “r” – uma coisa horrível.
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De um estádio a outro, encontro velhos conhecidos. No VGD, cruzei com Aliomar Mansano, o lendário Ticão, olheiro que deixou muita gente com o burro na sombra. Trabalhou no Londrina, no Cruzeiro, no PSTC. Em Tamarana, reconheci Júlio César, goleiro que Ticão trouxe do Corinthians para o Londrina, em meados da década passada. Júlio agora é preparador de goleiros da base do Timão. Excelente caráter.
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Dos jogos que vi, dá pra selecionar alguns destaques. O Cruzeiro foi o que mais me impressionou. O time todo é bom, e bem treinado. Mas tem um lateralzinho, Hugo, que é bão demais. Aliás, ala, porque ataca sempre. Tem fundamento, o garoto: passe, cruzamento, posicionamento, impulsão, domínio.
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Do meu Palmeiras, gostei do segundo volante Alan, que combate e sabe sair jogando, e chuta com as duas, e o goleiro Bruno, que transmite segurança. O garoto, quando sai pra decidir, decide. O Marcão podia ficar mais uns três anos na equipe principal, até esse garoto subir, porque o Bruno que está hoje na reserva eu não engulo desde aquele jogo em Prudente, quando ele ficou plantado e permitiu ao Gordo empatar o jogo e depois derrubar o alambrado.
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No Grêmio, tem um centroavante rompedor chamado Antônio. O nome que está na ficha é Antônio. Fiquei aguardando alguém chamá-lo pelo apelido, mas, incrível, todos o chamam de Antônio mesmo. Incrível como ele ainda não pegou apelido. O cara parte para cima dos zagueiros e... passa. E vai passando, um por um. Não tem medo de botinada. É do tipo de atacante que toda defesa gostaria de ter.
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A foto acima, de Tatiana Guimarães, mostra um lance de Grêmio x Legião. O Grêmio, que ganhou duas das sete edições da Copa, socou cinco no time de Brasília. O Legião é, sim, uma homenagem à banda. O fundador é amigo de Renato Russo e pediu permissão à mãe do roqueiro, que concedeu. Dona Carminha virou madrinha da equipe.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Benedito Assis da Silva

Olha a fera aí, aos 57 anos, na foto de Carlos Bozelli, clicada no Hotel Dona Linda, centro de Londrina. Segundo a Wikipédia, a decisão de 84 contra o Vasco terminou 0 a 0, com 128.781 pagantes - o Flu vencera a primeira partida, 1 a 0, gol do paraguaio Romerito. O time jogou com Paulo Vitor; Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato. No Vasco, destaque para Roberto Dinamite, e só. Na cabeça de área, Pires, o mesmo volante que jogara pelo Palmeiras naquele jogo contra a Francana de Assis.
Vi Assis, o infernal, em Franca, há uns 30 anos

quinta-feira, 16 de julho de 2009
Volte, Kleber, para pararmos o Curíntia

terça-feira, 14 de julho de 2009
Rapa de curau: minha vingança será malígrina

segunda-feira, 13 de julho de 2009
Seção família
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Parto agora cedo para Londrina, para frila de duas semanas. Saudades da cidade e do povo. O frio não espanta; pelo contrário, atrai, até porque Festival de Música sem frio não cola. Domingo quero prestigiar o Tubarão na Série D. Dispenso risadinhas sarcásticas.
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De Guará levo um corte pequeno na mão esquerda, em função de bloco de cimento que eu e meu irmão carregamos até a mureta perto do galinheiro, para servir de degrau. Neste domingo, terminamos de podar - decepar seria a palavra mais correta - os pés de carambola. Meu pai temia que, carregados, eles destruíssem o telhado do barracão, com um vento mais forte.
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Do sítio do Francisquinho, de onde meu pai pegou esterco para renovar a horta, furtei cidras para a tia Ciló fazer doce. Para completar, já que a cidra pode render pouco, levei também três mamões verdes, que são ralados junto com a cidra. Na volta de Londrina, experimentá-lo-ei.
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Boa semana a todos.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Um bicão de Cianorte no funeral de Michael Jackson

quinta-feira, 9 de julho de 2009
Deveríamos poder comer pão com manteiga à vontade

E por que, my god, essa dádiva divina tem de vir acompanhada de um caminhão de carboidratos, uma jamanta de triglicerídeos e uma tonelada de paranóias para quem quer ou precisa manter a silhueta em dia? Eu, particularmente, tenho o colesterol controlado por remédio e, se ganhar peso, meu bico de papagaio sai bicando tudo o que encontra pela frente. Sem falar que, mais pesado, meus joelhos baleados reclamariam praca.
Como a reivindicação é universal, proponho que utilizemos a internet – oh, santa ferramenta! – para colhermos assinaturas suficientes a fim de que todos os governos nos ouçam. Que todas as constituições, do hemisfério sul ao hemisfério norte, do G-8 aos Brics, Cuba, Irã, todas enfim liberem o pão com manteiga à vontade. Vamos a Haia, se preciso.
Não, não, esqueça. Os homens não podem modificar a atuação daquelas substâncias em nossos organismos. Pesando bem, não conseguiremos resolver isso no plano terreno. Infelizmente, o metabolismo não está condicionado às leis. Nem mesmo às cláusulas pétreas.
Nossa única saída, então, é apelar a Deus. Sim, é isso: estou absolutamente convicto de que Ele deveria usar uma pontinha de Sua autoridade para permitir que todos os homens, católicos, evangélicos, muçulmanos, hare krishna, qualquer um pudesse comer pão com manteiga à vontade. A uma simples ordem Dele, nosso organismo ficaria imune aos efeitos colaterais da refestelança.
Além do que trata-se de produtos relativamente baratos, poxa. O dilema, para nós, classe média, a quem um saco de pão e um pote de manteiga não causariam maiores estragos orçamentários, é que o maldito – ops, bendito – pãozinho tem um número estratosférico de calorias. Rápida pesquisa no Google revela: uma unidade de 50g tem 135 calorias. Adicionada a manteiga, então, a coisa deve ficar bem pior.
Aí reside o problema de apelarmos à intercessão divina. Como convencê-Lo da reivindicação se estaríamos, com isso, traindo justamente uma de Suas leis maiores? Claro, a gula é um dos sete pecados capitais. E convenhamos: esse papo de comer um pãozinho por dia, como recomendam nutricionistas e cardiologistas, não está com nada.
Antes de parlamentar com Ele, precisamos de um bom argumento. Talvez Deus seja condescendente se propusermos, por exemplo, algum sacrifício. Algum, não; um bom sacrifício. Vamos propor a Ele que, em troca dos efeitos colaterais de cinco pães com manteiga por dia, executemos um determinado número de boas ações e também eliminemos ações pouco dignificantes, dessas que cometemos rotineira e deliberadamente – e, na boa, quem não as tem?
Eu trocaria minha imunidade metabólica por um trabalho voluntário semanal, algo que fosse benéfico a toda a comunidade. E, em relação à segunda parte do trato, assumo o compromisso de convencer o meu pessoal a não pintar de cor-de-rosa o muro da entrada da torcida são-paulina em tardes de clássico no Palestra. Se essa for fraquinha, tem outras manchas piores no meu comportamento; deixa que eu me entendo com Ele.
Para demonstrarmos boa vontade, já abriríamos mão da manteiga animal. Nos contentaríamos com a vegetal. O tipo de pão ficaria em aberto, mas, se Ele solicitar uma padronização, fechamos no francês. E se for necessário ainda um ritual de consumo, proponho o meu: corta-se o pão francês em três partes, comendo-se primeiro os dois bicos e deixando a parte do meio, que via lambuzada de manteiga dos dois lados, por último.
Ademais, por ser barato, o consumo de pães ajudaria substancialmente o combate à fome e à miséria. Pô, essa é uma missão divina, é ou não é? Quantos pães e gramas de manteiga não daria para comprar com o Bolsa-Família? Melhor: por que o Lula, aproveitando os estertores do seu governo, não cria dois subitens desse benefício social, o Bolsa-Pão e o Bolsa-Manteiga? A aprovação ao metalúrgico barbudo ia passar dos 100%.
Sem falar no incremento das atividades esportivas. Vejam o caso de São Paulo. Uma eventual explosão de venda de pães criaria inúmeros empregos e deixaria os donos de padaria com grana suficiente até para transformar a Portuguesa em time grande. Isso, sim, hein, seria um milagre.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Cala a boca e me deixa

Quinze anos de Plano Real, comemora-se hoje, terça-feira. Parabéns a Edmar Bacha e Pérsio Arida, os mentores, e a Rubens Ricúpero, ministro da Fazenda que o implantou. Parabéns - vá lá - a FHC, Gustavo Franco e demais tucanos que o consolidaram. Uma de minhas maiores decepções com o PT, o qual eu defendia com unhas e dentes naquela época, foi, primeiro, ter jogado contra o Plano Real por motivos evidentemente eleitoreiros e, segundo, por até hoje falar em "herança maldita" de FHC, sendo que, sem o Real, estaríamos nas trevas até hoje. Parabéns, presidente Itamar Franco.

segunda-feira, 6 de julho de 2009
Nomes que servem para homem e mulher

Saí de lá satisfeito e encafifado. Lembrei do Darci, irmão do tio Nilson, tão careca quanto corintiano (o tio Nilson, já que o Darci é são-paulino doente), para exemplificar casos de nomes que servem tanto para homens quanto para mulheres. Como espelho do Darci são-paulino tem a Darci Vargas, esposa do rechonchudo gaúcho presidente. Mas Dercy... Talvez o espanto tenha se dado pelo fato de eu ter associado rapidamente com a centenária e impagável Dercy Gonçalves. Ah, e lembrei agora de outro nome parecido, e também unissex: Darli, do desqualificado fazendeiro que encomendou a morte de Chico Mendes.
Nas rotineiras conversas com a tia Ciló na varanda da vó Zizinha, surgiram, em momentos distintos, dois nomes masculinos que chamaram atenção: Adalgiso e Esmeraldo. Pô, pensei, são nomes convencionalmente femininos, que foram masculinizados por alguma razão – geralmente, nesses casos, quando o casal deseja muito uma menina, já escolhe o nome e se o destino preferiu cara em vez de coroa, então apenas adaptam para o outro gênero. Deve ter sido isso...
E tem também os nomes compostos que originam o mesmo apelido. Tanto José Maria quanto Maria José projetam o ou a indefectível Zezé. Conheço casos dos três gêneros: o feminino, da Zezé Telles, minha amiga de primeira infância; o masculino, do Zezé Scapin, nosso zagueirão no time da Grota; e, na coluna do meio, o Zezé, exemplar da figura imortalizada por aquela marchinha de carnaval “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que é?” O Zezé que conheço é.
Também nas primeiras séries escolares, no Neif Antônio, em Guará-SP, tínhamos uma colega de classe chamada Donizeti. Lembro quase nada dela, mas o pouco que lembro me traz à mente uma figura fechada, introspectiva, envergonhada, um tanto arredia. Terá sido pelo nome? Pois ela é a única representante feminina da categoria dos Donizeti. As dezenas de outros que conheci são todos homens.
Minha namorada Danielle acrescenta Itamar na galeria dos nomes unissex. É verdade, ainda mais com aquele topete do ex-presidente. Ela cita também Josimar. Pô, o único de que me lembro é o lateral direito da seleção na Copa do México, em 1986. Na boa: depois daquele Mundial, seria difícil encarar uma Josimar, por mais bela e atraente que fosse. Suspeito que a todo instante seria aterrorizado pela figura do Josimar comemorando aquele golaço de fora da área contra a Irlanda do Norte, agitando os braços freneticamente e correndo como se estivesse numa raia de atletismo com barreiras.
Mas o caso mais impressionante deve ser o Íris. Em Goiânia tem o Iris Rezende, prefeito cassado pelo regime militar em 1969 que voltou como governador em 1982, naquela leva de oposicionistas que venceram em Estados importantes, como Montoro em São Paulo, Richa no Paraná e Brizola no Rio. E o Iris Rezende, imaginem, é casado com a Iris, que, lógico, não é a Abravanel, pois essa é casada com Silvio Santos.
Devo confessar que tenho sentimentos bem diferentes em relação ao meu nome e às referências a que ele está sujeito. Em relação ao sobrenome, uma pontinha de orgulho, pelo Fischer notabilizado pela atriz catarinense Vera, uma das mulheres mais bonitas desse país. Em relação à versão feminina de Rogério... Bem, deixa pra lá.
Alguém aí conhece casos inusitados de nomes unissex?
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Xis-tudo
